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 Crise na Saúde do Estado do Rio de Janeiro

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Andbyrio



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MensagemAssunto: Crise na Saúde do Estado do Rio de Janeiro   Ter Maio 06, 2008 10:23 am

Rio - Sete mil e oitocentos moradores do Estado do Rio fazem hemodiálise em clínicas conveniadas ao Sistema Único de Saúde. A cada ano, o número de doentes renais crônicos que precisa do procedimento para viver aumenta em 8%, segundo a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil. Já faltam vagas nas clínicas especializadas e, devido ao problema, pacientes que não precisariam de internação são obrigados a morar nos hospitais para ter acesso à hemodiálise.

No Hospital Geral de Bonsucesso, o setor de hemodiálise funciona ininterruptamente, em quatro turnos, até de madrugada. Devido ao acúmulo de doentes, o hospital não teve outra alternativa a não ser criar enfermaria com 11 leitos. Lá moram aqueles que não conseguem ter a hemodiálise marcada. Os hospitais deveriam apenas receber pacientes graves, estabilizá-los e transferi-los para hemodiálise em clínicas nos municípios de origem dos doentes.

“O objetivo do hospital é atander paciente grave, que chega em coma, mantê-lo em diálise por cerca de três semanas até que ele melhore, e transferi-lo para clínica. Mas temos pacientes aqui há meses”, explica Deise Carvalho, chefe do setor de nefrologia da unidade. “Se eles tivessem vaga nas clínicas, não precisariam estar internados. Criamos enfermaria para dar mais conforto aos pacientes que ocupavam a emergência.”

Na última sexta-feira, a enfermaria com 11 leitos estava lotada e outros 21 doentes estavam internados na emergência à espera de uma oportunidade para fazer hemodiálise.

“Além dos doentes graves internados que precisam de diálise, temos os que vêm ao hospital com hora marcada e os que poderiam estar em casa. Às vezes a gente pega um paciente mais grave e coloca para dialisar no lugar de outro que está melhor”, conta Deise.

O Hospital Souza Aguiar, que também faz hemodiálise na emergência, enfrenta problema semelhante: o setor já funciona com três turnos e está sobrecarregado. Segundo o município, 50% dos que fazem hemodiálise com hora marcada no local não precisariam realizar o procedimento num hospital de emergência, mas em clínicas ambulatoriais.

Diálise, transplante ou morte

Hipertensão e diabetes mal controladas são as principais causas da insuficiência renal crônica que levam à hemodiálise, segundo o presidente da Sociedade brasileira de Nefrologia, Jocemir Lugon. O médico, porém, diz que além de investir na prevenção, é preciso aumentar número de vagas nas clínicas conveniadas.

“Essas pessoas que precisam de diálise têm poucas opções: a diálise, o transplante ou a morte”, diz o nefrologista, acrescentando que muitas clínicas não conseguem ampliar o atendimento devido a atrasos nos pagamentos e baixo preço da tabela do SUS.

O estado, que divide com os municípios a responsabilidade na contratação das clínicas, afirmou que tem 102 clínicas conveniadas e negocia com a Associação Brasileira de Diálise e Transplantes e com a Sociedade Brasileira de Nefrologia a ampliação do serviço de hemodiálise. E que duas clínicas estão em construção em Caxias (60 vagas) e em São João do Meriti (170). Diz ainda que negocia o aumento de cadeiras nas que já funcionam.

PIOR DO QUE A DOENÇA É FICAR LONGE DA FAMÍLIA

A saudade da família e a falta de previsão de vaga nas clínicas próximas a suas residências desesperam os pacientes renais crônicos. Doentes, longe dos parentes, obrigados a se afastar do trabalho, muitos entram em depressão. A amizade entre eles, orações em grupo e o apoio de profissionais de saúde são, muitas vezes, tudo o que têm para não desistir da vida.

“Pior do que fazer hemodiálise é ficar longe dos meus filhos. Estou deprimida, internada aqui há quatro meses porque ainda não tenho como fazer hemodiálise se sair do hospital. Meus filhos estão buscando uma vaga, mas não conseguem”. conta Shirley Policarpo, 47 anos, moradora de Belford Roxo, que chegou no hospital em coma, sem saber que era renal crônica. “Não posso passar o Dia das Mães longe dos meus filhos”, diz sem conter as lágrimas.

Aos 88 anos, Edith de Lima Matos chora ao lembrar sua peregrinação até ser internada no HGB. “Fui no Salgado Filho, no Servidores, no Andaraí e no Pam de Irajá e ninguém me aceitou. Cheguei aqui muito ruim, fiquei num colchonete na emergência, mas fui muito bem atendida. Em nenhum momento eles desistiram de mim”, diz a moradora de Irajá, que divide a enfermaria com Shirley há quase um mês.

Aos 35 anos, a cabeleireira Regina Oliveira está internada na enfermaria do hospital há mais de um mês, longe dos três filhos adolescentes. “Larguei o trabalho temporariamente. Sinto muita saudade da minha casa, do meu marido e dos meus filhos. Ele está cuidando sozinho dos três”, diz a moradora de Seropédica. Regina teve um pico de pressão que paralisou seus rins.

lol!
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Anderson



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MensagemAssunto: Re: Crise na Saúde do Estado do Rio de Janeiro   Qua Maio 07, 2008 2:05 pm

Andbyrio,
Como vereador o Senhor pode ajudar a mudar este quadro.
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